Google Orkut YouTube twitter gramado

| |  |
| Texto publicado em 26/01/2007* - 15:23, sexta-feira. | por Vincere | | *Atenção: você está lendo CONTEÚDO DE ARQUIVO. Publicado há mais de 5 anos e 3 meses! |  Como a barriga pode afetar nossa saúde |
 Atualmente, além do Índice de Massa Corporal (IMC), é muito importante levar em conta na avaliação nutricional, médica e/ou física das pessoas, o valor referente à circunferência abdominal.
Um recente estudo sobre gordura visceral realizado em mais de 60 países (com indivíduos adultos) concluiu que cerca de 70% dos brasileiros avaliados apresentam o valor da circunferência do abdômen acima do preconizado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Esta pesquisa veio confirmar uma previsão feita pela Organização Mundial de Saúde, de que o Brasil, assim como a maioria dos países em desenvolvimento, caminha para uma epidemia de doenças cardiovasculares causadas, em grande parte, como resultado do acúmulo de gordura visceral, ou seja, aquela que se acumula dentro da cavidade abdominal.
A circunferência da cintura e a gordura corporal total não dependem uma da outra, quando associadas com as doenças cardiovasculares. Além dos danos estéticos, o excesso de circunferência abdominal faz com que estas pessoas sofram - ou venham a sofrer – vários problemas de saúde.
Estudos médicos já confirmaram que, entre os males que produz, esse tipo de gordura - ao contrário da gordura subcutânea, que está localizada abaixo da pele - aumenta em cinco vezes a probabilidade de diabetes e triplica o risco de infartos ou derrames, além de comprometer o funcionamento de rins, intestino, pâncreas e fígado.
As células adiposas que estão dentro do abdômen não são eficazes em reter gordura dentro delas e se estas moléculas forem liberadas podem acabar afetando estes órgãos.
Já a gordura subcutânea, que se concentra principalmente na região das coxas e nas nádegas, funcionam como um depósito de moléculas de gordura, não permitindo que cheguem a órgãos importantes.
A obesidade abdominal também está relacionada com a redução do colesterol bom, o aumento da taxa de triglicérides, o aparecimento da hipertensão arterial e da arteriosclerose.
Mesmo assim, a prática do uso da fita métrica na hora de avaliar o paciente é incomum entre os médicos (sejam eles brasileiros ou estrangeiros, conforme revelou o estudo), tenha o indivíduo histórico de problemas cardíacos ou não.
A avaliação precisa da quantidade de gordura visceral só é possível através de um exame de ressonância magnética, mas com base nos valores de referência estabelecidos para a medida da cintura fica fácil saber se a pessoa está no grupo de risco ou não (mesmo as que parecem magras, mas têm “barriga”). E a lipoaspiração não elimina a gordura visceral, apenas a subcutânea.
Apesar da preocupação dos especialistas com os problemas de saúde causados pelo excesso de gordura abdominal, é a primeira a ser eliminada com a perda de peso através de dieta e atividades físicas.
Se a medida da cintura ficar acima de 102 centímetros (para homens) e 88 centímetros (para mulheres), é hora de mudar de estilo de vida, adotando uma dieta saudável e equilibrada, além de uma rotina de atividades físicas. Sabe-se que a redução de nove centímetros na circunferência do abdome equivale à diminuição de 30% da gordura intra-abdominal.
Aline Marcadenti de Oliveira
Nutricionista
CRN 4817 |  | |
 |