Para aqueles que amam os profissionais de venda, não há muito a ser dito. Os argumentos favoráveis à sua existência e prestígio são diversos: são eles que alavancam o crescimento da empresa, pagam o salário daqueles que desempenham funções de apoio, são eles que conhecem melhor os clientes e podem ser considerados os ‘músculos’ da organização.
Para os que odeiam os profissionais de venda, também não há muito a ser dito. Eles têm razão quando afirmam que não raras vezes os vendedores têm maior poder de influência e decisão nos rumos da empresa, recebem os melhores benefícios e vantagens, além de se considerarem ‘os indispensáveis’ na organização.
E para os profissionais de venda, o que pode ser dito? Não são apenas os colegas de trabalho que os amam ou odeiam, ou o vêem como um mal necessário. Os clientes pensam assim também. Embora muito tenham evoluído as técnicas de venda, não são poucos os profissionais que se equivocam na abordagem, não cumprem com o prometido, supervalorizam os seus produtos e serviços e uma série de outros erros.
O maior engano, porém, e que origina todos os demais, é a leitura equivocada que o próprio vendedor tem de seu trabalho. É notório quando a única coisa em mente é vender, cumprir metas e por conseqüência chegar aos melhores índices de comissionamento. Nesses casos, se reduzem em muito as possibilidades de fidelização, uma vez que o cliente quer ser atendido por um profissional preocupado com suas demandas e necessidades, que o ajude na busca das melhores soluções, que seja parceiro em se tratando de tornar o seu empreendimento um destaque no mercado. Esse profissional ‘oferece’ seus produtos e esforço ao cliente, ao passo que o anterior somente ‘vende’, repassa produtos. Não tem valor agregado.
Se considerarmos que vendedores somos todos nós, seja de produtos, serviços ou idéias, dentro e fora da organização, cabe sempre o questionamento: em cada caso específico, estou vendendo ou oferecendo? |  | |