A partir da observação do fluxo migratório nos países periféricos, impulsionado, especialmente, pelos conflitos nos países árabes e no norte da África e, também, por questões econômicas, Bos propôs a discussão sobre o sentido da democracia no século XXI. Imagens impactantes do campo de refugiados afegãos no norte da França (Calais) ou do campo de refugiados de “Choucha”, na fronteira entre a Tunísia e a Líbia retratam as condições trágicas que os migrantes enfrentam pela esperança de uma vida melhor.
Conforme os dados apresentados por Bos, existem 43 milhões de refugiados no mundo. Estima-se que 100 mil pessoas tenham saído da Etiópia e da Somália em direção ao Iêmen em 2011. Bos salientou ainda que é preciso discutir o conceito de democracia em todo o mundo, não somente na Europa e nas Américas e questiona: "a França é o país dos Direitos Humanos?", fazendo referência ao fato de o país se recusar a aceitar refugiados da Líbia.
Conexões Globais 2.0
Emiliano Bos foi convidado pela FDRH/Rede Escola de Governo para participar do Conexões Globais 2.0. Nesta quinta-feira, às 18h15, na Casa de Cultura Mário Quintana, o jornalista participa da webconferência "#occupywallstreet: uma economia a serviço das pessoas".
Há quatro meses, uma ocupação capitalista, no coração do sistema financeiro mundial, questionou a economia global e desafiou grandes corporações. Como fica essa história daqui para frente? Uma das organizadoras do movimento Ocupe Wall Street, Vanessa Zettler, será a webconferencista. Participam também do debate, além de Emiliano Bos, Giuseppe Cocco, co-autor do livro Global: Biopoder e lutar em uma América Latina globalizada, e Renato Rovai, editor da revista Fórum.
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