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Texto publicado em 27/07/2010* - 14:21, terça-feira.por Dr. Paulo Ricardo Mubarack
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Planejamento Estratégico x DRE
Planejamento estratégico tem sido sempre um assunto polêmico. Todos os querem, todos falam nele e poucos sabem fazê-lo e efetivamente o usam.

Consultorias e gurus confundem seus clientes com sinônimos em abundância: plano de negócios, formulação estratégica, plano de marketing, etc. Métodos variados são citados, onde se ouvem com freqüência palavras como visão, missão, valores, princípios, governança, matriz SWOT (forças, fraquezas, oportunidades e ameaças), fatores críticos de sucesso, desdobramento de diretrizes e mais “meia dúzia de fantasmas” que atormentam a vida dos empresários. Organizam-se imersões em hotéis e longas conversas são feitas entre os executivos onde se discute o futuro da empresa seguindo os métodos dos seus consultores.

Nada contra tudo isto, mas há somente um problema: não tem funcionado adequadamente. A causa: muita complicação no método, muitas siglas em inglês, muita boquinha torta para pronunciá-las corretamente, mas poucos resultados. Utilizo um método muito simples: sugiro que meus clientes elaborem o DRE (demonstrativo de resultados) e começamos a analisar linha por linha, receita e custos. Quando examinamos a receita, verificamos todos os processos relacionados com receita (previsão de vendas, vendas, assistência técnica, avaliação da satisfação do cliente, tratamento de reclamações, etc.) e com cada uma das linhas de custos. Por exemplo, na linha dos impostos perguntamos se estamos utilizando todos os recursos legais para diminuirmos a tributação, na linha dos custos de produção perguntamos como poderemos reduzi-los, na linha dos custos financeiros fazemos a mesma questão e assim por diante. Todas as linhas analisadas praticamente geram planos. Na própria análise da receita, analisamos novos clientes e novos produtos. Acabamos analisando pontos fortes, fracos, oportunidades, ameaças, fatores críticos da mesma forma que nos outros métodos, mas com uma vantagem: o ponto de partida e de referência sempre é o DINHEIRO. Não desconectamos o método do dinheiro. A estratégia só tem sentido quando conectada ao resultado, o resto é conversa inútil e poesia descabida. Planos bonitos não pagam contas, o que paga as contas é o CAIXA. Falamos toda a hora do CAIXA. Reduzimos despesas estúpidas que ficam claras quando utilizamos este método simples e direto. Precisamos aumentar a receita que está na primeira linha do DRE e reduzir as despesas que estão em todas as outras linhas. Simples e direto assim.

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